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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Fraude do INSS usava documentos verdadeiros com dados falsos na PB

Esquema começava no Centro Social Urbano de Campina Grande.
Maioria dos benefícios falsos era requerida na cidade.

Andréia MartinsDo G1 PB

Os delegados Raone Aguiar, José Olegário Nunes e Gustavo Vieira, acompanhados do gerente executivo do INSS em João Pessoa José Antônio Cavalcanti (Foto: Andréia Martins/G1)Os delegados Raone Aguiar, José Olegário Nunes e Gustavo Vieira, acompanhados do gerente executivo do INSS em João Pessoa José Antônio Cavalcanti (Foto: Andréia Martins/G1)
Um esquema de fraude que começava no Centro Social Urbano (CSU) de Campina Grande foi desmontando pela Polícia Federal da Paraíba (PF/PB) na 'Operação Falso Chico'. O funcionamento foi apresentado em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (11). De acordo com o delegado responsável pela investigação, Gustavo Vieira de Castro, foi lá que a maioria dos benefícios fraudulentos foram requeridos, com documentos verdadeiros expedidos com dados falsos.
O delegado informou que o servidor estadual do CSU tinha como atribuição a coleta de impressões digitais e o preenchimento de formulários para envio à Secretaria de Segurança Pública (SSP) em João Pessoa, para a confecção das carteiras de identidade. E era essa a mesma função que ele exercia na quadrilha. O gerente executivo do INSS em João Pessoa, José Antônio Coelho Cavalcanti, falou que a ação foi facilitada exatamente por esses documentos. “Não cabe ao INSS ficar desconfiando de todo mundo. Os documentos que chegavam até nós eram legítimos”, afirma.
Ele ainda informou que os dados serão cruzados com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) da Dataprev, para verificar outras possíveis irregularidades. O Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado, Raone Aguiar, explicou que o mandante da quadrilha era um advogado de João Pessoa, que foi preso em Campina Grande. A esposa dele, que também fazia parte da fraude, foi presa na capital.
Na residência do casal foi encontrada uma arma de fogo ilegal, além de mais de 25 carteiras de trabalho e mais de 20 documentos previdenciários de outras pessoas. Esse material ainda será analisado pela PF para o levantamento do tipo de benefício que era solicitado de forma ilegal. O cálculo da PF é de que mais de 30 benefícios tenham sido concedidos dessa forma, somando um prejuízo de mais de R$ 700 mil.
O advogado que seria o cabeça da quadrilha, ainda de acordo com Gustavo de Castro, teria se apresentado como beneficiário diversas vezes ou ainda como procurador de outros beneficiados falsos. Sua esposa, uma funcionária aposentada da Universidade Federal daParaíba (UFPB), também teria se passado por outras pessoas para conseguir o dinheiro. A quarta pessoa a fazer parte do esquema é um homem que atuava como despachante e como cooptador de pessoas, para que elas também se apresentassem com documentos falsos.
“As pessoas que participaram da fraude se passando por outras ainda serão identificadas e localizadas”, afirmou o delegado Gustavo de Castro. “Elas poderão ser indiciadas por falsificação de documentos, formação de quadrilha e estelionato. Já os quatro integrantes da quadrilha, presos hoje, responderão aos crimes de formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos e estelionato qualificado”, informou o delegado da PF.

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