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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pressionado, Cássio vive dilema sobre 2014


Pressionado, Cássio vive dilema sobre 2014
ENTRE A CRUZ E A ESPADA: tucanos pressionam Cássio, mas socialistas cobram a manutenção da aliança com RC 

Em busca de palanques fortes nas eleições à Presidência, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) continua pressionando o senador correligionário Cássio Cunha Lima a disputar o governo da Paraíba, em 2014.

Aécio tem tentando de todos os meios a convencer Cássio a disputar o governo, rompendo assim, com o socialista Ricardo Coutinho. Para forçar o tucano a se decidir, Aécio tem se baseado nos números das últimas pesquisas encomendadas para consumo interno queapontam uma vantagem de Cássio em relação ao governador Ricardo Coutinho (PSB) e ao pré-candidato a governador pelo PMDB, Veneziano Vital do Rego.

Como se não bastasse a pressão da Executiva Nacional do PSDB, os tucanos da Paraíba também tem exercido uma pressão psicológica sobre Cássio. O senador Cícero Lucena, um dos defensores da candidatura do senador, defende que seja realizada uma prévia, antes da convenção oficial de junho. Se depender de Cícero, uma das lideranças do PSDB estadual, Cássio anunciará logo em janeiro o seu futuro político.

“Estou defendendo algo que vem das ruas. Então, se existe o clamor da população porque não anteciparmos esse debate, se temos também um candidato, no caso do senador Cássio Cunha Lima, disparado nas pesquisas de intenções de votos”, ressaltou Cícero.

Se por um lado, os tucanos querem que Cássio saia candidato a governador para garantir um palanque para Aécio Neves, por outro, os socialistas cobram do senador paraibano a preservação da aliança política selada em 2010; O governador Eduardo Campos (PSB-PE) quer o apoio dos tucanos a seus candidatos ao governo, como em Pernambuco e na Paraíba.

Segundo matéria publicada no jornal o Globo, o socialista defendeu esta posição com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). A unidade entre os dois partidos nos Estados seria muito importante no plano nacional, quando estará em jogo o apoio a uma das candidaturas de oposição no segundo turno, acrescenta a notícia. Temos que nos entender. Porque ninguém é louco de achar que a presidente Dilma estará fora do segundo turno”, disse Cássio Cunha Lima ao Globo.

Além do mais, o vice-governador Rômulo Gouveia (PSD), não esconde o desejo de ver a aliança entre PSDB e PSB preservada. Pré-candidato ao Senado, Rômulo depende da manutenção da aliança para consolidar a sua pré-candidatura. E mesmo sendo fiel a Cássio, já adiantou que o PSD não abrirá mão de uma vaga na chapa Majoritária.

A decisão que Cássio tomará em 2014 deverá ser fundamental para o pleito de 2018, quando Ricardo só terá a chance de disputar o Senado. Já Cássio deverá disputar a reeleição ou migrar para a disputa ao Governo do Estado depois de ter se negado a atender aos apelos dos correligionários.

PBAgora

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