Total de visualizações de página

Horario de Brasilia

PITIMBU NOTÍCIA

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Tribunal de Justiça concede habeas corpus à mãe do menino Joaquim

Decisão foi publicada na tarde desta terça-feira (10).
Natália Ponte está presa temporariamente desde o dia 10 de novembro.

Fernanda TestaDo G1 Ribeirão e Franca

Natália Longo, mãe de Joaquim, foi levada de Franca (SP) para Ribeirão, onde prestará depoimento (Foto: Paulo Souza/EPTV)Natália Longo, mãe de Joaquim, foi levada de Franca (SP) para Ribeirão, onde prestará depoimento (Foto: Paulo Souza/EPTV)
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu na tarde desta terça-feira (10) o habeas corpus de Natália Ponte, mãe do menino Joaquim Ponte Marques. A decisão foi proferida pelo desembargador Péricles Piza, da 1ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, que considerou que a psicóloga não prejudicaria o curso das investigações em liberdade. Piza também ressaltou que Natália não possui antecedentes criminais e que seu filho menor, um bebê de quatro meses, necessita dos cuidados da mãe.
Natália Ponte está presa temporariamente na Cadeia Pública de Franca (SP) desde o dia 10 de novembro, quando o corpo de Joaquim foi encontrado boiando no Rio Pardo, em Barretos (SP). O padrasto do menino, Guilherme Longo, também segue detido em uma cela na Delegacia Seccional de Barretos (SP). Eles alegam inocência. O casal teve a prisão temporária prorrogada na segunda-feira (9) pela Justiça deRibeirão Preto (SP).
Procurado pelo G1, o delegado responsável pela investigação da morte da criança, Paulo Henrique Martins de Castro, disse que a soltura de Natália não atrapalha a condução do inquérito.
Na liminar em que deferiu o habeas corpus de Natália, o desembargador afirma que as decisões que decretaram a prisão temporária e a prorrogação da prisão da mãe de Joaquim não apontam "nada de concreto" para a manutenção da medida.
O juiz ainda avalia como insuficiente a justificativa apontada pela Polícia Civil de que manter Natália presa seria importante. Segundo a polícia, uma vez solta, a mãe de Joaquim correria risco de morte em razão do clamor social do caso. "É certo que manter a integridade física da paciente não configura motivação idônea para mantê-la encarcerada, privada de sua liberdade de locomoção", afirma, na decisão.
Advogado fora do caso
O advogado que entrou com o pedido no TJ para libertar a mãe de Joaquim não é o defensor instituído pela família de Natália. O criminalista Francisco Ângelo Carbone Sobrinho, de São Paulo (SP), disse ao G1 que entrou no caso porque acredita que a psicóloga seja inocente. Carbone Sobrinho defendeu o goleiro Bruno, envolvido no assassinato de Elisa Samúdio, entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011. Ele deixou o caso após desentendimentos com um segundo defensor no processo
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

é um prazer em ter seu comentário em nosso blog