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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dilma deixa Ministério das Cidades com o PP e decide amanhã por Vital


Dilma deixa Ministério das Cidades com o PP e decide amanhã por Vital
 Em uma nova reunião realizada ontem, segunda-feira (13) no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer debateram por quase três horas, reforma ministerial, conflitos regionais entre PT e PMDB e a crise no Maranhão. O encontro vai ter desdobramentos em uma reunião amanhã,, quarta-feira (15) quando Temer - que é presidente licenciado do PMDB - reúne a cúpula do partido no Palácio do Jaburu para discutir os rumos da aliança com o PT.


No encontro com Michel Temer, a presidente Dilma Rousseff , fechou as portas para mais um Ministério reivindicado pelo PMDB e decidiu deixar o Ministério das Cidades sob comando do PP do paraibano Agnaldo Ribeiro. Ela marcou para a quarta-feira (15), o dia em que anunciará a provável nomeação do senador paraibano Vital do Rêgo para ocupar o Ministério da Integração Social.

Contemplar o PP tornou-se importante para a presidente por causa da propaganda eleitoral. Em 2010, o partido ficou neutro na disputa, mas desta vez o PT espera contar com o tempo de TV dos aliados.


De acordo com reportagens publicadas pela Folha de São Paulo, Valor Econômico e o Estadão, o PMDB estava de olho no Ministério das Cidades, mas Dilma disse ontem à noite ao vice-presidente Michel Temer que essa cadeira não entrará na negociação com os partidos da base aliada na reforma ministerial a ser feita até março.


Um dos temas da reunião foi o almoço de Temer com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e as principais lideranças do partido no Estado, onde os dois aliados travam o maior embate no âmbito da aliança nacional. Além do Rio, PMDB e PT não vão marchar unidos na Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Ceará. O impasse nesses Estados também azedou a relação entre os dois aliados, com reflexos na aliança nacional. Os pemedebistas mais radicais cobram um espaço maior no primeiro escalão do governo. Do contrário, ameaçam votar contra a reedição da aliança na convenção nacional do partido, agendada para junho.


Temer vai discutir os rumos da aliança com o PT amanhã com a cúpula partidária. O presidente interino do partido, Valdir Raupp (RO) disse ontem que Dilma deve considerar o tamanho do PMDB e a capacidade administrativa do partido ao elaborar a reforma. Ele ressalvou que quem decide os nomes é a presidente, mas lembrou que o nome do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) já foi indicado pelo partido para ocupar a pasta da Integração Nacional.


Por sua vez, Cunha advertiu que a bancada federal não abre mão de comandar dois ministérios na Esplanada. Dos cinco ministérios ocupados pelo PMDB, dois têm deputados como titulares: Turismo e Agricultura.


Um dos esboços da reforma ministerial, que Dilma vai promover entre janeiro e fevereiro, prevê a saída dos ministros do Turismo, Gastão Vieira (MA) e da Agricultura, Antônio Andrade (MG). Mas um indicado do PTB é cotado para assumir o Turismo.


Entregar a Agricultura ao PTB implicaria dois revezes a Dilma: perder o apoio da segunda maior bancada da Câmara. E perder os votos dos delegados do diretório do PMDB no Rio na convenção nacional do partido, onde os delegados precisam avalizar o apoio à reeleição de Dilma. Raupp afirmou que a reunião não foi conclusiva e que mais duas rodadas de conversas já foram combinadas.


Estadão confirma nomeação de Vital - Na perspectiva da reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff terá que fazer até o final deste mês devido à saída dos ministros para concorrer às eleições, aliados do Planalto já fazem as contas para, se possível, aumentar de tamanho no novo esboço da Esplanada. As substituições ministeriais devem ocorrer em pelo menos 10 pastas. Segundo matéria do Jornal Estado de São Paulo desta terça-feira (14) Dilma deve indicar o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) para o ministério da Integração Nacional.


De acordo com a matéria, Dilma deve aceitar a indicação do senador Vital do Rêgo para ocupar a Integração Nacional, mas não quer saber de briga pelo espólio de Cidades. O atual ministro da pasta, Aguinaldo Ribeiro (PB), sairá da Esplanada porque vai concorrer à eleição para deputado federal, mas o PP continuará controlando a pasta - a única sob comando do partido.

Atualmente, o PMDB controla cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Turismo, Aviação Civil e Agricultura). Deve sair da reforma com seis.


Segundo a matéria, o primeiro integrante do primeiro escalão a deixar o cargo, no início de fevereiro, será a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que vai reassumir o mandato de senadora e depois disputará o governo do Paraná pelo PT. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, substituirá Gleisi na Casa Civil. Embora Dilma queira manter o nome do sucessor de Gleisi em segredo, as equipes da Casa Civil e do MEC já estão fazendo reuniões para a transição.


PBAgora com o Estadão e Folha

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