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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Mulher que teve bebê em calçada de João Pessoa não tem onde morar

Mãe não fala com a família e só poderá sair da maternidade acompanhada.
Pai do bebê é um presidiário que está detido na cidade de Alhandra.

Andréia MartinsDo G1 PB
Maria José deu à luz na calçada do Mercado Modelo do Varadouro, em João Pessoa (Foto: Andréia Martins/G1 PB)Maria José deu à luz na calçada do Mercado Modelo do Varadouro, em João Pessoa (Foto: Andréia Martins/G1 PB)
A mulher que teve um bebê em uma calçada no Centro de João Pessoa na manhã desta quinta-feira (2), não tem moradia fixa e só poderá sair da Maternidade Cândida Vargas acompanhada de algum familiar. Ela entrou em trabalho de parto quando estava em uma pousada no Centro, saiu para pedir socorro e seu parto acabou acontecendo na calçada do Mercado Modelo do Varadouro, com a ajuda de pessoas que passavam pelo local. Mãe e criança foram levadas para a Maternidade por uma equipe do Samu que foi acionada depois.
Mãe de quatro meninos, Maria José da Silva, de 26 anos, informou que o pai do bebê é um presidiário, natural da cidade do Conde. “Faz tempo que ele está preso em Alhandra. Disseram que ele seria transferido para o Róger, mas ainda não sei se ele foi”, contou.
Menina que nasceu no mercado público em João Pessoa foi levada para maternidade pelo Samu (Foto: Walter Paparazzo/G1)Mãe e menina foram levadas pelo Samu para a
maternidade (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Iasmin Vitória é a primeira filha de Maria José. Natural da cidade de Aliança, em Pernambuco, ela afirma não ter ocupação, mas diz estar hospedada em uma pousada no bairro do Varadouro. Ela também disse que a mãe dela, que mora em Aliança, está com seus quatro primeiros filhos e não sabe onde ela está.
A enfermeira chefe da Maternidade Cândida Vargas, Glória Geane Mateus Façanha, disse que o hospital está tentando entrar em contato com a mãe de Maria José, mas que está sendo bastante difícil. “O que se tem comentado aqui é que ela não fala com a família há mais de um ano”, afirmou a enfermeira.
Glória explicou que o procedimento, quando se recebe um caso como esse, é de examinar a mãe para ver se há algum sangramento ou laceração. “Maria José chegou aqui sem nenhum problema e poderá sair em 48h se conseguirmos alguém da família para acompanhá-la”, concluiu.

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