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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Roseana pede auxílio à secretária de Justiça do PR sobre crise, diz Seju

Maria Tereza Gomes vai apresentar modelo carcerário paranaense.
Presídio maranhense teve 60 mortes registradas em 2013, aponta relatório.

Samuel NunesDo G1 PR*
A secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, deve ir ao Maranhão na quarta-feira (15), para conversar com a governadora Roseana Sarney (PMDB), sobre a situação das carceragens dos presídios estaduais do estado nordestino. De acordo com a assessoria da secretária, o pedido de auxílio partiu da governadora maranhense, que busca uma solução para a crise no sistema carcerário local.
Cronologia dos ataques no MA - Atualizada em 9.1.2014 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Maria Tereza é presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej). Entre as ações implantadas por ela nos três anos à frente da pasta, está a redução da população carcerária no estado. Conforme dados oficiais, de 2010 a 2013, cerca de 2,5 mil presos do Paraná deixaram a cadeia após vários mutirões judiciários que julgaram a situação deles.
Outra medida adotada foi o aumento das vagas existentes. De acordo com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju), seis novos presídios serão construídos a partir de fevereiro de 2014 e outras oito unidades já existentes serão ampliadas. Isso deve aumentar o número de vagas atual do sistema carcerário de 18 mil para pouco mais de 24 mil.
Secretária não fala sobre visita
A assessoria da Seju informou a reportagem de que Maria Tereza não pretende falar com a imprensa a respeito da visita ao Maranhão, pelo menos, até segunda-feira (13). Nesse período, ela quer estudar a situação carcerária do estado, para pensar como pode ajudar o Maranhão a reduzir a crise.
G1 também procurou o governo do Maranhão, mas a Secretaria de Comunicação não se pronunciou sobre o pedido de ajuda ao Paraná.
Crise maranhense
A crise nos presídios maranhenses ficou conhecida em todo o país no fim de dezembro, após a divulgação de um relatório mostrando que as carceragens locais tiveram 60 mortes em 2013, além do fato de que elas são comandadas por facções criminosas. No dia 3 de janeiro, a Tropa de Choque da Polícia Militar adentrou os presídios do Maranhão, na tentativa de reduzir as mortes.
No mesmo dia, quatro ônibus foram queimados nas ruas de São Luis, com ordens que partiram de dentro dos presídios maranhenses. Em um desses incêndios, cinco pessoas se feriram, entre elas, uma criança de seis anos, que morreu dias depois, vítima das queimaduras.
A situação tomou grandes proporções para a segurança da população de São Luis, que chegou a ficar sem ônibus durante a noite. Na quinta-feira (9), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou um plano emergencial para tentar reduzir a criminalidade nas ruas e melhorar a situação nos presídios do estado.
*Colaborou G1-M
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