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PITIMBU NOTÍCIA

domingo, 9 de março de 2014

ELEIÇÕES 2014: Partidos começam a se reunir para definir composições para a disputa proporcional na Paraíba


 Enquanto o PSB, PT, PMDB e PSDB estão focados na discussão da pré-candidatura ao Governo do Estado e composição da chapa majoritária (governador, vice e senador) as demais legendas, além de apoios e alianças para o Governo, já começam a se reunir na definição das composições para disputa proporcional (deputados estaduais e federais). Nesses casos, a matemática é a principal aliada para alcançar o resultado desejado.


Com cálculos feitos na ponta do lápis, algumas legendas, consideradas de médio porte, tentam fechar uma equação não muito fácil de solucionar. Além de ter que encontrar outra legenda que tenha força política e pré-candidatos com chances de se eleger, ainda resta a questão do número de votos. Muitos partidos já estão com a conta fechada e sabem até mesmo de quantos votos, ao total, necessitam para colocar na Assembleia Legislativa pelo menos cinco deputados.


Enquanto alguns correm para fechar a equação, outros caminham com mais calma e preferem ouvir as bases para saber qual o melhor caminho a seguir nas alianças para formação das chapas proporcionais. Partidos mais novos, como o Solidariedade, vão incentivar a candidatura de vereadores. A partir da confirmação dos pretensos candidatos é que a legenda vai iniciar as conversas com outras siglas.


Matemática das vagas para mulheres


Os problemas das candidaturas não giram apenas em torno das composições. Um outro aspecto que preocupa os partidos é o preenchimento dos 30% de vagas para mulheres, como determina a legislaçãoeleitoral. Algumas legendas já iniciaram as conversas para conseguir chegar a fechar mais essa matemática.


Além da preocupação na equação das alianças, que vai garantir a eleição do maior número de parlamentares, tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal, partidos como o PSOL querem fechar coligações apenas com siglas de esquerda. Outros partidos mais precavidos resolveram aguardar “os grandes” para então analisar o cenário das composições e formar suas próprias alianças.


Nessa aula de matemática fundamental para a garantia de uma representatividade das legendas nos parlamentos, o cálculo tem que ser preciso. Não se pode errar na equação das alianças. Se isso acontecer, o resultado final pode ser negativo para muitos partidos políticos e aí, o jeito é aguardar mais quatro anos para tentar tudo outra vez.


Equação na ponta do lápis


O PT do B e PSL presididos por Genival Matias e o deputado estadual Tião Gomes, respectivamente, caminharão juntos na eleição de outubro próximo. Eles têm na ponta do lápis os números de filados, pré-candidatos a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba e Câmara Federal, além da média de votos que cada pessoa poderá na disputa eleitoral.


Nessa equação o mais importante é a previsão de votos que tem como resultado final o número de vagas que as duas legendas pretendem conquistar nas duas casas legislativas. “Nós queremos eleger seis deputados estaduais com uma média de 16 mil votos cada um”, afirmou Genival Matias.


Genival Matias revelou que há mais de um ano montou um projeto para a eleição de outubro. Segundo ele, os cálculos apontaram que o quociente eleitoral – cálculo que determina o número de vagas que cada partido ou coligação terá direito nas casas legislativas – seria aproximadamente 59 mil votos. “Em nossas contas, o PT do B e o PSL deverão ter 300 mil votos, cada um. Dessa forma, tranquilamente teremos 600 mil votos e faremos cinco deputados diretos e um pela média”, frisou.


Para alcançar esse resultado, Genival Matias disse ainda que a coligação PT do B/PSL já conta com 64 pré-candidatos a deputado estadual, entre eles estão ex-deputados, ex-prefeitos e atuais vereadores. Essas pessoas, segundo Genival Matias já foram testadas nas urnas e podem repetir as votações anteriores ou até ampliá-las. “Quem tiver de 15 mil a 16 mil votos estará eleito”, acredita presidente do PT do B.


Ele adiantou que a coligação poderá compor com mais um partido, desde que tenha a mesma densidade eleitoral do PT do B e PSL. “Não pode ser maior do que a gente e tem que ser da base do PSB do Governador Ricardo Coutinho se isso acontecer podermos eleger seis deputados diretos” assegurou Genival Matias. As legendas cotadas para integrar essa coligação são: PV, PSD e PC do B.


“A gente tem a intenção de trazer mais um partido para lançar a chapa completa com o número máximo de 78 pré-candidatos. Se isso acontecer poderemos conquistar seis cadeiras direto na Assembleia”, ressaltou Genival Matias.


Já o deputado Tião Gomes disse que, além de seis deputados estaduais, a coligação pretende eleger um deputado federal e ressaltou que embora a coligação esteja bastante organizada “não existe candidatos já eleitos, “vamos para a disputa sob as mesmas condições”.


PV já conta com 15 pré-candidatos


Presidente estadual do PV, o ex-deputado sargento Dênis Soares informou que a legenda já conta com 15 pré-candidatos na disputa por uma das 36 cadeiras da Assembleia Legislativa da Paraíba. Ele acredita que há grandes chances de eleger algum deles. “Temos nos nossos quadros pessoas que já têm certa vivência política que podem tranquilamente se eleger”, afirmou. Ele disse ainda que também colocará o nome a disposição do partido.


No que diz respeito à coligação para a disputa da chapa proporcional, Dênis adiantou que está dialogando com diversas legendas. “Estamos conversando PSL, PT do B, PRB, PC do B e PRP, mas não fechamos com ninguém ainda”. Segundo ele, esse tipo de coligação só se fecha durante as convenções que acontecerão no mês de junho.


“Por que muitas pessoas que estão colocando os nomes para disputa da chapa majoritária desistem, outros entram de última hora o que faz parte da matemática. Então, nós temos que aguardar essas definições para forma uma coligação com condições de alcançar o quociente eleitoral e elegermos os nossos pré-candidatos”, afirmou.


Segundo o presidente, o PV pretende eleger, pelo menos, dois deputados estaduais. “Mas em uma coligação, o Partido Verde pode vir a surpreender”, destacou. Denis destacou que pretende formar alianças com legendas que “tenha pré-candidatos com o mesmo potencial eleitoral do PV e que esteja na base do governador Ricardo Coutinho (PSB)”, arrematou.


Consulta às bases antes de bater o martelo


Para o presidente Estadual do Solidariedade, deputado federal Benjamin Maranhão antes de definir a aliança para a disputa da chapa proporcional o partido consultará as bases eleitorais, principalmente para a disputa para a Assembleia Legislativa da Paraíba.


“Como filiamos muitos vereadores estamos incentivando as pessoas que queriam ser candidatos”, declarou Benjamin. Conforme Benjamim, o maior problema que está enfrentando em relação à chapa proporcional é o de lançar os 30% de candidaturas femininas, como exige a legislação eleitoral. “Essa não é um dificuldade isolada do Solidariedade, mas de todos os paridos, pois muitas mulheres não querem participar da disputa”, ponderou o deputado.


Ele disse que tentará sanar esse problema através de reuniões com as mulheres para apresentar a importância delas no processo eleitoral. “Para incentivar o surgimento dessas candidaturas”, adiantou Benjamin explicou que ainda não definiu quantos pré-candidatos o SDD deverá lançar para deputados estaduais e federais.


“Nós ainda estamos em um trabalho de arregimentar o pessoal e, paralelo a isso, vamos trabalhando a composição das coligações e o tamanho das alianças será determinado pelos entendimentos”, disse Benjamin, revelando que “pretendemos lançar uma coligação bem ampla”.


Para obter êxito na chapa proporcional, Benjamin Maranhão acredita que é necessário formar uma coligação com muitos partidos e lançar o maior número de pré-candidatos. “Porque a coligação funciona como se fosse um partido só e com o grande número de partidos na coligação e candidatos na disputa, certamente terá o maior número de deputados eleitos”, acredita o deputado.


Muitas conversas e algumas indefinições


O presidente do Psol, Tárcio Teixeira, informou que as inscrições para quem pretende disputar uma vaga na Câmara Federal ou na Assembleia Legislativa da Paraíba foram abertas há 15 dias. No próximo dia 22 será divulgada a relação dos pré-candidatos.


O dirigente partidário disse que não conseguiu chegar a um consenso da composição da chapa proporcional com os partidos que integram a Frente de Esquerda (PSTU, PCB, PCR e Consulta Popular).


“Nós estamos fazendo uma discussão mais programática de unidade na formação da Frente de Esquerda no País e a depender disso entraremos no debate local sobre a composição da chapa proporcional”, afirmou Tárcio Teixeira. Ele adiantou que o Psol pretende lançar, pelo menos, 20 pré-candidatos ao Poder Legislativo estadual e federal.


De acordo com Tárcio Teixeira, não foi estabelecida uma data limite para os partidos se pronunciarem sobre a aliança para a chapa proporcional. “Nós teremos outra reunião com os companheiros do PSTU e PCB para trabalhar isso sem pressa e sem data limite, mas sem ultrapassar o prazo para a realização das convenções.


Aguardando os grandes 


“Já começamos a discutir a composição (chapa proporcional) com PHS, PV. Tivemos uma conversa preliminar com o PC do B e vamos sentar com outros partidos para ver qual é composição melhor para os nossos candidatos”. A afirmação é da presidente estadual do PRP, Maria da Luz da Silva.


Ela adiantou que o PRP pretende formar um bloco com até cinco partidos. Até o momento a legenda já conta com 16 pré-candidatos a deputado estadual e cinco para federal. “A definição das alianças proporcionais só acontecerá depois que os partidos maiores definirem suas candidaturas (majoritária). Quando isso acontecer ficará mais fácil trabalhar a proporcional”, ponderou Maria da Luz.


Definições até maio 


O presidente do PTN da Paraíba, deputado estadual Janduhy Carneiro, declarou que as definições sobre a coligação proporcional só ocorrerão entre os meses de abril e maio. Segundo ele, ainda é cedo para isso, pois os diálogos ainda estão prematuros.


“Estamos conversando com vários partidos para saber quais são os interesses de cada um deles, mas não fechamos nada ainda”, afirmou Janduhy Carneiro.


O presidente disse que não estabeleceu com quantos partidos pretende se coligar e nem adiantou quantos pré-candidatos o PTN deve lançar.


Redação com Jornal Correio

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