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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Avaliação de Lula é 'troço de doido', diz ministro

As críticas de Lula ao julgamento do mensalão foram feitas pelo petista a uma rede de TV portuguesa

FOLHAPRESS 

A avaliação feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o julgamento do mensalão teve "80% de decisão política" é um "troço de doido", segundo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. 
"Não sei como ele tarifou, como fez essa medição. Qual aparelho permite isso? É um troço de doido", disse.
As críticas de Lula ao julgamento do mensalão foram feitas pelo petista a uma rede de TV portuguesa. Além de dizer que somente 20% do processo foi baseado em decisões jurídicas, o ex-presidente alegou que o mensalão não existiu e disse achar que um dia "essa história vai ser recontada".              Ministro Marco Aurélio (Foto: Divulgação/STF)
Para Marco Aurélio, o ex-presidente está exercendo o seu "sagrado direito de espernear". Ele espera, porém, que a tese defendida por Lula não ganhe ressonância na sociedade.
"Só espero que esse distanciamento da realidade não se torne admissível pela sociedade. Na dosimetria [tamanho das penas] pode até se discutir alguma coisa, agora a culpabilidade não. A culpa foi demonstrada pelo Estado acusador", disse.
O ministro ainda rechaçou outro ponto criticado por Lula. Segundo o ex-presidente, o julgamento do mensalão foi "um massacre que visava destruir o PT"."Somos apartidários, não somos a favor ou contra qualquer partido", destacou Mello.
Além disso, o ministro ainda lembrou que, no final da primeira fase do mensalão a composição do STF era majoritariamente formada por ministros indicados por Lula. Por isso, em sua avaliação, as críticas do ex-presidente não fecham.
"Ele repete algo que não fecha. No final do julgamento eram só três ministros não indicados por ele. A nomeação [de ministros] é técnico-política e se demonstrou institucional. Como eu sempre digo, não se agradece com a toga".
Folha de S.Paulo também ouviu outros três ministros que, reservadamente, concordaram com Mello no que diz respeito ao "direito de espernear". Eles lembraram que a suprema corte americana também recebe críticas de políticos e avaliaram que esta não é primeira nem deverá ser a última vez que Lula irá reclamar do julgamento do mensalão.
Além disso, há avaliações entre os ministros que o ex-presidente pode estar buscando um discurso político para defender seu partido do mensalão devido às eleições que se aproximam. 

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