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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Nuances se entrelaçam para justificar a arte dos possíveis na Paraíba


Nuances se entrelaçam para justificar a arte dos possíveis na Paraíba
VALE TUDO NA POLÍTICA? Nuances nacionais e estaduais se entrelaçam para justificar arte dos possíveis na PB

Vale tudo na política? A presidente Dilma, o ano passado, por exemplo, em visita a João Pessoa disse a célere declaração: “Podemos fazer o diabo quando é hora de eleição, mas quando se está no exercício do mandato, temos de nos respeitar, pois fomos eleitos pelo voto direto", disse, a uma plateia de 22 prefeitos paraibanos e beneficiários de programas habitacionais, em sua primeira visita oficial ao Estado desde que assumiu a Presidência.

É nessa chamada arte dos possíveis que o campo das possibilidades na Paraíba se expande cada vez mais e mais. Todavia, resta saber, entre essas alternativas, quem busca apenas o poder, quem busca o bem da coletividade e quem busca somente alimentar o próprio ego. Essa resposta só poderá ser dada pelo voto popular.

É o eleitor quem vai decidir, mais uma vez, o futuro do Estado. No páreo, na disputa pelo Governo doa Paraíba, estão três gigantes, Veneziano Vital (PMDB), Cássio Cunha Lima (PSDB) e Ricardo Coutinho (PSB), além das forças de esquerda, que sempre se fazem presentes nos embates eleitorais, fazendo assim valer a nossa Carta Magna – a Constituição Federal.

A pergunta em questão é: os pré-candidatos na disputa farão o diabo, como disse Dilma, para ganhar essas eleições? Em 2010 o tucano Cássio Cunha Lima foi vitimizado pelo fenômeno da Lei da Ficha Limpa. Sua saga comoveu tanto que ele acabou sendo o candidato mais votado da história da Paraíba. Sempre carismático e adepto do ‘beijo e do abraço’, o tucano deu a volta por cima. Daí por diante seguiu o conselho de Dilma, no exercício do mandato respeitou quem também tinha sido eleito pelo voto direto (leia-se Ricardo Coutinho).

Agora, em mais um período eleitoral, Cássio volta para a batalha, porém, sacrificando não só quem ele abraçou em 2010, mas, sobretudo dois grandes, históricos e tradicionais aliados políticos: Rômulo Gouveia e Cícero Lucena. E tudo isso em nome do fortalecimento da chapa, diante das dificuldades que enfrentará. E mais uma pergunta surge: a esse sacrifício é dado o nome de articulação ou de traição?

Cássio, pela primeira vez, vivenciará um fato inédito. Disputar a eleição com as bases divididas, sendo três fortes candidatos no páreo. O tucano sabe que, nas eleições em que saiu vitorioso ao Governo do Estado, teve trabalho para vencer José Maranhão e Roberto Paulino. Mesmo, em uma delas, estando à frente do Palácio da Redenção e disputando a reeleição. Agora terá que enfrentar Ricardo Coutinho sentado na cadeira de governador e, ao mesmo tempo, a candidatura de Veneziano.

Pesa ainda sobre Cássio o fator jurídico. Mesmo com muitos juristas atestando que o tucano é elegível, ele ainda não possui a garantia jurídica de que poderá ser mesmo candidato a governador. Assim, se tiver que lançar um substituto, a vitória tucana ficaria mais distante.

Para garantir o maior poderio político possível, Cássio precisava das vagas de senador e de vice na chapa do PSDB para negociar com os partidos. Absolutamente normal, claro. Com isso, o primeiro defenestrado foi o atual vice-governador Rômulo Gouveia, que vê o cavalo passar selado para levá-lo ao Senado e não quis desta vez, abrir mão novamente de seu projeto pessoal. Declaração de Rômulo esta semana de que já renunciou demais em sua vida e que, agora, “arranjem outro para renunciar”, serviu para ilustrar o atual sentimento do gordinho.

A bola da vez agora é Cícero, que deve, também, sobrar na curva. Diferente de Rômulo, que é presidente de um partido político – o PSD – e tem, portanto, vida própria na negociação política, Cícero está a reboque de Cássio. A única coisa que ele pode fazer, neste momento, é o que fez: ir a público cobrar lealdade de Cássio.

Porém, a lealdade parece que não virá. Tanto que Cássio estreita as conversas com Wellington Roberto (PR) e Wilson Santiago (PTB) para compor a sua chapa, o que gerou a ira de Cícero: “Minha história política vale mais que 40 segundos de tempo de televisão”, afirmou ele em entrevista concedida em Campina Grande, referindo-se ao tempo que Cássio poderá auferir, com as negociações.

Mas Cícero poderia ser vice de Cássio? Não. Porque Cássio também está negociando a vice. E o indicado pode ser Ruy Carneiro. Isso mesmo. Cássio negocia até mesmo dentro do partido, para que Ruy abra mão de sua candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados, seja o vice do PSDB e disponibilize seus municípios para negociações com deputados que, para anunciar apoio, querem a garantia de uma reeleição bem pavimentada, a exemplo de Damião Feliciano, Efraim Filho, Leonardo Gadelha, e outros que estejam abertos a esse tipo de expediente.



Então Cícero poderia ser deputado federal, com a garantia de Cássio de se esforçar para a sua eleição? Também não. Como deputado federal, Cícero também atrapalharia esse jogo, pois retirar Ruy Carneiro da disputa pela Câmara e colocar Cícero, seria, para Cássio – e para os deputados que Cássio quer atrair – trocar seis por meia dúzia. Diante deste cenário, restaria ao ‘Caboclinho’ disputar a Assembleia Legislativa.

Aceitaria? Ou será que Cícero, que entrou na política pelas mãos de Ronaldo, sairia dela pelas mãos do filho do poeta?

Márcia Dias com professor Jonatas Frazão

PB Agora

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