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terça-feira, 6 de maio de 2014

Campos critica Mais Médicos, mas descarta acabar com o programa

Pré-candidato do PSB classificou a iniciativa federal de 'marketing político'.
Ex-governador de PE disse que irá fazer auditoria no programa se for eleito.

Tatiana SantiagoDo G1, em São Paulo
Eduardo Campos participou de palestra em faculdade de São Paulo (Foto: Tatiana Santiago)Eduardo Campos participou de palestra em
faculdade de São Paulo (Foto: Tatiana Santiago)
Em tom crítico ao programa federal Mais Médicos, o pré-candidato do PSB à Presidência da República e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou nesta terça-feira (6) que o Brasil não irá resolver os problemas da saúde pública "importando médicos" do exterior. O presidenciável, no entanto, descartou acabar com a iniciativa do governo Dilma Rousseff caso seja eleito.
"Não vamos responder aos problemas da saúde no Brasil importando médicos", disse Campos durante palestra sobre Desenvolvimento Sustentável na faculdade de medicina da USP, em São Paulo. "É preciso responder à saúde além do marketing político", ironizou o antigo aliado da gestão petista.
Ele prometeu à plateia de profissionais da saúde que, se vencer a eleição, pretende fazer uma auditoria no contrato firmado entre o Executivo federal com os profissionais estrangeiros. O pernambucano também ressaltou que quer pagar aos médicos cubanos o mesmo salário repassado aos demais profissionais que atuam no programa.
Não vamos responder aos problemas da saúde no Brasil importando médicos. (...) É preciso responder à saúde além do marketing político"
Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência
Em fevereiro, depois de sofrer críticas pelo pagamento diferenciado aos profissionais de Cuba, o Ministério da Saúde anunciou um reajuste na bolsa paga aos médicos da ilha caribenha. Mesmo com o aumento de salário, os cubanos continuam ganhando menos do que os outros participantes da iniciativa federal.
Atualmente, os médicos de Cuba recebem mensalmente US$ 1.245 (cerca de R$ 2,9 mil), sem contar as despesas pagas pelas prefeituras com alimentação e hospedagem. O restante dos bolsistas do programa recebem R$ 10 mil por mês.
Apesar das críticas indiretas ao Mais Médicos, Campos advertiu que não pretende "devolver" os médicos do exterior que atuam no programa. O Mais Médicos é uma das principais bandeiras de Dilma para a eleição presidencial.
"Você não vai retirar médicos de comunidades que não têm outras alternativas. Nós vamos fazer um estudo de auditoria sobre o contrato e sobre o efeito da presença desses médicos. Nós precisamos é de formação médica no Brasil na quantidade suficiente e com qualidade para amanhã a gente não precisar importar, mas não vamos devolver", afirmou.
CPMF
Antigo defensor da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), Eduardo Campos mudou seu discurso com relação ao imposto que havia sido criado para subsidiar a saúde pública, extinto em 2008. Na palestra aos médicos da USP, o pré-candidato do PSB prometeu que não ira criar novos impostos se for eleito.
"Nós já assumimos o compromisso de que, no nosso governo, não vamos aumentar a carga tributária de impostos".
Ele admitiu que defendeu a prorrogação da CPMF, porém, alegou que o fez baseado "em circunstâncias próprias daquela época".

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