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domingo, 8 de junho de 2014

Franquias de limpeza têm mais de 100 lojas após lei das domésticas


Lei encareceu custo da empregada e aumentou demanda, dizem empresas.
Abrir uma unidade custa entre R$ 30 mil e R$ 100 mil.

Simone CunhaDo G1, em São Paulo
Dona Resolve foi criada pouco antes da aprovação da lei e tem 52 unidades. (Foto: Simone Cunha/G1)Dona Resolve foi criada pouco antes da aprovação da lei e tem 52 unidades. (Foto: Simone Cunha/G1)













A lei que deu mais garantias de trabalho para os empregados domésticos, aprovada há um ano, ajudou também as franquias especializadas em limpeza em casa. Muitas delas foram criadas depois da aprovação da PEC, aproveitando, segundo os próprios empresários do ramo, a dificuldade dos clientes para encontrarem diaristas e o aumento do custo de se manter uma empregada mensalista.
O negócio atraiu gente que estava com a empresa pronta, esperando a hora de se tornar franquia, quem não estava no ramo e também companhias especializadas em limpeza profissional, que enxergaram que a lei mudaria os costumes. Seis empresas do tipo, consultadas pelo G1, somam 127 franquias atualmente. Segundo elas, o investimento para abrir uma loja varia de R$ 30 mil a R$ 100 mil.
Quatro dessas companhias participaram da feira da Associação Brasileira de Franchising (ABF), realizada na última semana, em São Paulo. Entre elas estava a Dona Resolve que, em 1 ano de existência - mesmo tempo da lei das domésticas - abriu 52 franquias e tem outras 33 a caminho. A ideia surgiu em 2010, quando David Pinto, presidente da rede, e a mulher tiveram dificuldade de achar uma empregada e perceberam que o serviço renderia um negócio.
A aprovação da PEC das domésticas, no ano passado, foi o gancho que o empresário precisava para colocar a empresa na rua. Segundo Pinto, a lei fez mais gente buscar serviços de limpeza pontual e colocou profissionais no mercado, já que o custo de ter uma mensalista ficou maior e muita gente as dispensou. Ele afirma que a maioria dos clientes da Dona Resolve é de classe C e acredita que as classes A e B conseguiram manter os trabalhadores domésticos.
'Ferrari' dos aspiradores de pó
A Dona Resolve cobra uma diária que seu criador diz ser cerca de 30% acima do valor de mercado –o mesmo percentual que ela cobra dos profissionais que agencia. Para conquistar clientes, aposta na “Ferrari" dos aspiradores, que tem água no fundo do equipamento, dificultando que o pó volte ao local.
Loja da Maria Brasileira tinha sete meses e estava em teste quando a lei foi aprovada. (Foto: Simone Cunha/G1)Maria Brasileira tinha 7 meses e estava em teste
quando a lei foi aprovada (Foto: Simone Cunha/G1)
Os franqueados, que investem entre R$ 45 e R$ 60 mil, têm de atender em escritórios onde são agenciados por volta de 1.500 trabalhadores – 30 por unidade.
Com investimento por volta de R$ 30 mil por franquia, outra empresa do segmento,. a Maria Brasileira, tem a meta de chegar a 150 unidades até o fim do ano.
Desde maio do ano passado, quando foi lançada, a franquia abriu quase 50 unidades, mas chega a 94 com as que estão em curso.
A empresa trabalha com limpeza diária, pela qual diz cobrar por volta de 20% a mais que o preço de mercado. Além disso, oferece serviços como cuidadores e babás, mas 70% do faturamento vem do agenciamento de trabalhadores de limpeza.
Felipe Buranello, um dos sócios da Maria Brasileira, diz que ainda testava o negócio quando veio a lei. “Com certeza foi um mola propulsora (para abrir a franquia). A PEC gerou divulgação da marca e colocou domésticas no mercado porque encareceu o serviço”, diz.
Negócio triplicou
Mais antiga no ramo, a Proclean triplicou o número de unidades do ano passado para cá (de 6 para 18) e pretende abrir mais 15 até o fim do ano, de acordo com presidente, Carlos Gontijo. No mercado desde 2008 e com franquias desde 2010, foi depois da lei que eles viram o negócio deslanchar. “Eu não imaginava que a lei ia ajudar tanto. As pessoas estão dispostas a pagar mais e estão procurando mais profissionais”, afirma ele.
Franquia desde 2010, Proclean viu a lei mudar o mercado. (Foto: Simone Cunha/G1)Franquia desde 2010, Proclean mercado
mudar com a lei (Foto: Simone Cunha/G1)
Com serviços de limpeza de R$ 150 a meia diária e R$ 300 a diária, 70% do movimento da empresa vem de serviços de limpeza residencial, que emprega por volta de 350 funcionárias.
As franquias custam R$ 100 mil e começam com 4 funcionários de limpeza, que trabalham no pós-obra, em empresas e casas.
Investimento português
A ampliação do mercado também fez o grupo português House Maid entrar no Brasil. Desde outubro, foram abertas cinco e há outras quatro em curso.
Com a promessa de reduzir em até 70% o uso de água durante a limpeza, a rede cobra por volta de R$ 135 por duas horas de limpeza, em que apenas um cômodo ganha higienização pesada. O investimento na franquia parte de R$ 59 mil.
A Clear Clean, criada em julho passado, abriu 10 franquias desde então. Com investimento previsto em R$ 32 mil, ela foca na garantia de que um ambiente não contamine o outro durante a limpeza, já que são usados panos de cores diferentes para cada cômodo e há uma inspeção no fim do serviço.
A Clean Home, que abriu a primeira franquia em Guarulhos (SP), é de um grupo especializado em limpeza profissional que resolveu entrar no mercado doméstico. Com franquias a partir de R$ 54 mil, o serviço custa R$ 84,90 por hora sem remoção de objetos ou lavagem de louça. “Por segurança, fazemos apenas uma limpeza técnica”, descreve o diretor da empresa, Rodrigo Morales, se referindo a não retirar objetos de cima das mesas ou do chão.
A Jani King, também especializada em limpeza profissional, já fez consultas à sede nos EUA para ampliar os serviços residenciais no Brasil. “Temos tidos muitas consultas de clientes que querem limpeza em casa”, diz o gerente comercial Rodrigo Ambrósio. Por ora, no entanto, a limpeza doméstica é só no sistema “pay per use”, em que a equipe que trabalha no condomínio limpa os apartamentos, cobrando à parte.
Grupo especializado em limpeza comercial resolveu apostar na doméstica com a Clean Home. (Foto: Simone Cunha/G1)Grupo especializado em limpeza comercial resolveu apostar na doméstica com a Clean Home. (Foto: Simone Cunha/G1)

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