Total de visualizações de página

Horario de Brasilia

PITIMBU NOTÍCIA

segunda-feira, 2 de junho de 2014

NAS REDES SOCIAIS: Ronaldinho rebate declaração de Ricardo Coutinho e lamenta analogia ao caso Gulliver


 NAS REDES SOCIAIS: Ronaldinho rebate declaração de Ricardo Coutinho e lamenta analogia ao caso Gulliver
A resposta dada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB) sobre não topar ir para briga com o tucano, pois não faria uso de pistola, de violência, já que nunca teria atirado em ninguém para resolver os problemas políticos (uma alusão ao caso Gulliver) levou o vice-prefeito de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima a ‘tomar as dores’ do irmão e partir para o ataque.

Em seu perfil, no Facebook, Ronaldinho lamentou as palavras de Ricardo e disse que o governador não respeita a memória daquele que um dia ele precisou do apoio político, que foi o ex-governador Ronaldo Cunha Lima (In memoriam).

“Ricardo não respeita nem a memória do meu pai, a quem ele foi pedir apoio quando precisou. Não respeita os vivos e não respeita os mortos”, postou Ronaldo Filho em sua página nas redes sociais.

Apesar de não ter citado o nome do poeta em nenhum momento, a frase proferida pelo governador da Paraíba foi relacionada ao ato em que o ex-governador Ronaldo Cunha Lima atirou contra o ex-governador Tarcísio Burity.



Caso Gulliver marcou trajetória política do poeta Ronaldo Cunha Lima. Relembre o episódio


Um dos episódios que marcaria o resto da vida de Ronaldo Cunha Lima também foi repercutido nacionalmente. Na época, ele era governador da Paraíba, quando tentou matar a tiros o ex-governador do mesmo estado, Tarcísio Burity. Foram três disparos contra o seu antecessor, feitos no Restaurante Gulliver, no dia 5 de novembro de 1993. Na época, Ronaldo Cunha Lima era o governador da Paraíba.

Ao se dirigir ao restaurante Gulliver, em Tambaú, a intenção dele era se vingar publicamente do antecessor e depois cometer suicídio. Os tiros foram disparados em reação às supostas críticas que Burity teria feito ao filho de Ronaldo – Cássio Cunha Lima, então superintendente da Sudene. Isso teria sido feito em uma entrevista, concedida ao vivo minutos antes, em uma emissora de TV da capital. 

Burity sobreviveu aos tiros, embora tenha ficado alguns dias em coma. O episódio e o ferimento causaram-lhe outros problemas de saúde e, dez anos depois do crime, no dia 8 de julho de 2003, ele morreu de falência múltipla de órgãos. Em sua defesa, Ronaldo Cunha Lima alegou que Burity o ameaçava e que não premeditou o crime. Antes de morrer, Burity perdoou Ronaldo. 

Em 31 de outubro de 2007, em uma quarta-feira, Ronaldo Cunha Lima renunciou ao cargo de deputado federal. Ele seria julgado pelo Supremo Tribunal Federal na segunda-feira seguinte, 5 de novembro. Com a atitude de abrir mão da função, ele perdeu o foro privileg

iado (pelo qual deputados só podem ser julgados pelo Supremo), e o julgamento passou para a Justiça Comum. A postura do ex-governador provocou duras críticas do relator do caso, ministro Joaquim Barbosa. 

A carta de renúncia foi entregue ao deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), que presidia a sessão plenária. Nela, Cunha Lima justificava: “renuncio ao mandato de deputado federal, representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse povo me julgue, sem prerrogativa de foro como um igual que sempre fui”. 




PB Agora

Nenhum comentário:

Postar um comentário

é um prazer em ter seu comentário em nosso blog