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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Casé rebate acusações de mãe do DG


Casé rebate acusações de mãe do DG
 Depois de alguns dias em silêncio, Regina Casé usou as redes sociais nesta quarta-feira (26) para se pronunciar sobre as acusações de Maria de Fátima Silva, mãe de Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como o dançarino DG, morto em abril deste ano durante ação da polícia militar na comunidade do Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro. “Pensei muito se deveria voltar a esse assunto ou não. Mas é que nos últimos dias fiquei triste e perplexa acompanhando a repercussão gerada pelas palavras e acusações, muitas delas cruéis e injustas”, escreveu.


Na quinta-feira (20), Maria de Fátima deu um depoimento criticando a postura da apresentadora em relação ao assassinato de seu filho, além de dizer que tem provas de que ela nunca quis fazer um programa para "pobre e periferia". “A senhora Regina Casé e a produtora do programa Esquenta! limitaram o que eu devia falar. Eu só deveria responder o que me perguntassem (...). Quando eu tentava falar sobre a violência da polícia, era cortada. Regina é uma farsa, uma artista, uma mentirosa."


Em um texto publicado no seu Facebook e Instagram, Regina Casé explica que decidiu quebrar o silêncio porque sempre lutou contra a “transparência e verdade”, então sentiu necessidade de dar satisfação sobre o caso. Leia o texto na íntegra.


“Pensei muito se deveria voltar a esse assunto ou não. Mas é que nos últimos dias fiquei triste e perplexa acompanhando a repercussão gerada pelas palavras e acusações, muitas delas cruéis e injustas, de Dona Maria de Fátima, mãe do DG.


No caso da morte do DG, fizemos tudo o que achávamos correto e digno. Quando fizemos um programa de despedida, foi de coração, recebemos todos os convidados desse dia com o mesmo cuidado de sempre. Talvez a única diferença tenha sido que a gente deu ainda mais atenção para Dona Maria de Fátima e sua família. Estávamos unidos no mesmo sentimento, pois a dor dela é a dor de muitas mães que convivem com a violência.

 

A minha história sempre foi de luta contra o preconceito, a desigualdade e as injustiças sociais, mas ela sempre foi também de respeito à transparência e à verdade. Por isso precisava dar essa satisfação a tanta gente (fãs, amigos e familiares) que tem estado ao meu lado o tempo todo. Obrigada por todo carinho. Este apoio tem me incentivado muito. Não vamos desanimar, mesmo quando for preciso lidar com situações tão difíceis como esta.”


Entenda o caso

Maria de Fátima participou da Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça (SERNEGRA), evento promovido pelo Grupo de Estudos Culturais em Gênero, Raça e Classe do Instituto Federal de Brasília (IFB) em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Questionada pela plateia sobre a maneira com que a imprensa tratou o caso de seu filho, criticou publicamente, a apresentadora global - que, dias depois do assassinato, organizou um programa de homenagem a DG.


De acordo com Maria de Fátima, ela e toda a família foram levados de van, às 5h30, até o Projac. Ao chegar ao local, todos foram trancados em um cômodo pequeno com "uma comida horrorosa" (chamada por ela de "feno") e avisados que só poderiam sair dali no horário do programa. “Praticamente me arrancaram da minha casa e me levaram para a TV. A senhora Regina Casé e a produtora do programa Esquenta! limitaram o que eu devia falar. Eu só deveria responder o que me perguntassem (...). Quando eu tentava falar sobre a violência da polícia, era cortada. Regina é uma farsa, uma artista, uma mentirosa."


A única coisa que a ofereceram, ainda segundo seu depoimento, foi o auxílio de uma profissional para pintar as unhas e arrumar os cabelos. "Eu estava há 80 horas sem dormir. Lá ia querer saber de unha e cabelo? Só queria esclarecer a morte do meu filho", disse.


Em seguida, contou que teve acesso a uma agenda da produção do programa em que encontrou um esboço do roteiro da gravação. "Não pode falar que foi a polícia" e "Solta fotos sensacionalistas para a mãe chorar" eram alguns dos tópicos escritos. Além disso, Regina teria escrito em outra página que "nunca foi sua vontade fazer programa para pobre e periferia". "Já está nas redes sociais do meu filho. Tenho cópias. Posso provar na cara daquela cretina", afirmou, alegando que, depois do programa, nunca mais teve contato com a apresentadora.


Terra

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