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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

SEXO FRÁGIL: número de mulheres eleitas diminui no Brasil; Paraíba colabora com estatísticas


SEXO FRÁGIL: número de mulheres eleitas diminui no Brasil; Paraíba colabora com estatísticas
No mesmo ano em que a primeira mulher eleita presidente, Dilma Rousseff (PT), se reelegeu, feito também inédito, o Brasil vive a diminuição no número de mulheres nos poderes executivo e legislativo. Pela primeira vez em 16 anos, apenas um estado tem uma representante do gênero como governadora - Roraima elegeu Suely Campos (PP) no segundo turno, mas em 2010, por exemplo, foram eleitas Roseana Sarney (PMDB-MA) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Além disso, segundo levantamento do Site NE10, enquanto foram eleitas 51 deputadas federais no último pleito, hoje elas são 45 dos 513 deputados federais. De 132 deputadas estaduais, a soma das assembleias legislativas do País passou para 120 dos 1.060 parlamentares em todo o País.

A Paraíba colaborou com essa realidade na Assembléia Legislativa, a redução de deputadas estaduais do pleito anterior para o deste ano ficou na ordem de 50%. Foram eleitas seis mulheres em 2010: Chica Motta, Olenka Maranhão, Eva Gouveia, Gilma Germano, Léa Toscano e Daniella Ribeiro, nas eleições deste ano apenas Daniella conseguiu se reeleger surgindo as novatas Estela Bezerra (PSB) e Camila Toscano (PSDB) que ocupa a cadeira deixada pela mãe. Ou seja, de seis representantes a bancada feminina acabou com três cadeiras.


Na Câmara Federal, nenhuma das doze vagas será ocupada por uma paraibana, uma vez que Nilda Gondim (PMDB) não disputou a reeleição e emplacou a primeira suplência do senador eleito Zé Maranhão (PMDB). .


CONGRESSO - Como o mandato dos senadores é de oito anos, a cada eleição muda o número de senadores eleitos: se em um pleito dois terços da Casa são renovados, cabendo a cada estado e ao Distrito Federal eleger dois representantes, quatro anos depois só haverá votação para um parlamentar.Este ano, foi essa última opção. Dos 27 legisladores eleitos, quatro foram mulheres, metade do Nordeste: Maria do Carmo (DEM-SE), Fátima Bezerra (PT-RN), Kátia Abreu (PMDB-TO) e Rose de Freitas (PMDB-ES). Na Paraiba, a deputada Nilda Gondim (PMDB) que não concorreu a reeleição conquistou a primeira suplência do senador Zé Maranhão (PMDB).


Proporcionalmente, esse cenário é semelhante ao de 2010, quando foram escolhidos dois senadores por estado. Na eleição passada, nove mulheres tornaram-se senadoras, apenas uma nordestina, Lídice da Mata (PSB-BA), candidata a governadora da Bahia este ano que ficou em terceiro lugar na disputa vencida pelo petista Jaques Wagner.Da mesma forma que em 2010, Pernambuco não elegeu nenhuma senadora. Isso não é inédito, já que o Estado fruto de uma sociedade patriarcal nunca teve uma senadora.


HISTÓRIA - Nacionalmente, as mulheres votaram e foram votadas pela primeira vez na na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte de 1933, depois de mais de 100 anos de luta, já que os debates sobre o assunto começaram antes da Constituição de 1824, documento que não trazia impedimentos a esse direito, mas também não os explicitava.


Entretanto, antes disso, uma nordestina já havia sido escolhida prefeita. Em 1929, o município de Lages, no Rio Grande do Norte, escolheu Alzira Soriano para o cargo. A norma que permitia o voto e a candidatura foi da lei eleitoral de dois anos antes, o que permitiu às mulheres de Natal, Mossoró, Açari e Apodi se alistarem.Todos os partidos políticos e coligações devem destinar pelo menos 30% das candidaturas ao gênero desde 2002.


PB Agora

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