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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Garoto de 15 anos alega que matou o pai por apanhar ‘todos os dias’

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O adolescente de 15 anos, apreendido suspeito de matar o pai e jogar o corpo em uma represa de Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia, confessou o crime e afirmou que apanhava da vítima com frequência. “Ele me batia todos os dias. Me mandava fazer as coisas, tipo cercar o gado ou fazer uma cerca. E se eu não fizesse certo, ele me batia bastante”, afirmou.
Um laudo feito pelo Instituto Médico Legal (IML) constatou que o menor possui diversas marcas de agressão pelo corpo, algumas antigas. Porém, não é possível determinar ainda se o pai foi realmente o autor das lesões.
O homem foi assassinado no último dia 1º, na fazenda onde trabalhava como caseiro e morava com o filho. A partir daí, ele passou a ser tratado como desaparecido e o menor chegou a auxiliar a polícia nas buscas. No entanto, o corpo da vítima foi localizado na represa que fica na propriedade, na última segunda-feira (5).
Após matar o pai, segundo o delegado Alexandre Netto Moreira, o menor ainda queimou o colchão com as marcas de sangue, limpou a casa e tentou sumir com outras evidências que pudessem incriminá-lo. Ao ser questionado sobre a ausência do pai pelos donos da fazenda, o menor disse que a vítima tinha se sentido mal durante a noite e saído para procurar ajuda médica.
Corpo foi jogado em represa da fazenda em Guapó, Goiás (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Corpo foi jogado em represa da fazenda emGuapó, Goiás (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
O homicídio só foi descoberto quando o corpo boiou na represa. Como o menor foi o último a ver a vítima, a polícia o apreendeu para que fosse ouvido novamente. Em um primeiro momento, de acordo com o delegado, o adolescente negou, mas, ao conversar com um dos seus tios, o suspeito voltou atrás em sua versão e admitiu ter matado o pai.
Dentro da casa em eles viviam, os policiais encontraram a espingarda e um cartucho que teriam sido usados no crime.
Para o delegado, o que mais chamou a atenção no caso é a maneira como o adolescente agiu. “O que é mais perturbador é a frieza com a qual ele se portou e o fato dele ter auxiliado nas buscas pelo pai, mesmo sabendo que ele estava morto”, disse.
Alexandre disse que o adolescente segue na delegacia e que o caso será remetido à Justiça, para que o destino do garoto seja definido.
Família abalada
Uma tia do menor e irmã da vítima, que não quis se identificar, diz que a família está abalada com o crime. “Minhas irmãs ligaram e falaram que ele estava desaparecido. Depois que cheguei foi que soube que ele matou o pai. É muito triste, muito mesmo, a gente não tem o que falar”, disse.
O adolescente morava com a mãe na cidade de Formoso do Araguaia, no Tocantins, e mudou para Goiás há seis meses, onde passou a viver com o pai.

G1

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