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PITIMBU NOTÍCIA

sábado, 7 de março de 2015

CPI da Petrobras tem deputados, ambos, do PP, em lista de investigados na Lava Jato


 Dois integrantes da CPI da Petrobras na Câmara – um titular e um suplente – estão entre os 47 políticos e dois operadores suspeitos de participação no esquema de corrupção na estatal que serão investigados no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na noite desta sexta-feira (6), o ministro Teori Zavascki decidiu autorizar a abertura de inquérito para apurar a participação dos políticos após pedido da Procuradoria Geral da República. Entre os que serão investigados, há 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora, pertencentes a cinco partidos, além de dois dos chamados "operadores" do esquema – o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e lobista Fernando Soares, o "Fernando Baiano". Indicado pelo PP para integrar a CPI, o deputado Lázaro Botelho (PP-TO) é um dos 27 membros titulares do colegiado. Já Sandes Júnior (PP-GO), é um dos suplentes da comissão.

De acordo com o doleiro Alberto Youssef, um dos principais investigados pela Operação Lava Jato, os parlamentares faziam parte do grupo de menor expressão dentro do PP que recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da "cota" da legenda no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras. Procurado para comentar a abertura de inquérito no STF, o deputado Sandes Júnior disse, em nota, estar "surpreso" e "estarrecido" com a decisão do ministro Teori Zavascki. “Repudio qualquer ato de corrupção. [...] Não conheço nem mesmo tenho qualquer contato com o doleiro Alberto Youssef muito menos com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa", disse.

A TV Globo e o G1 não conseguiram entrar em contato com o deputado Lázaro Botelho até a última atualização desta reportagem. saiba mais

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CPI

A CPI foi instalada no último dia 26 e é presidida pelo deputado Hugo Motta (PMDB-PB). A relatoria ficou com Luiz Sérgio (PT-RJ).

O prazo de funcionamento da comissão é de 120 dias, prorrogável por mais 60. A CPI tem poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais, como determinar diligências, ouvir indiciados, inquirir testemunhas, requisitar de órgãos e entidades da administração pública informações e documentos, tomar depoimentos de autoridades federais, estaduais e municipais, bem como requisitar os serviços policiais.

Esta é a terceira CPI no Congresso para tratar do tema. Em 2014, funcionaram duas CPIs sobre o tema, ambas integradas por uma maioria da base aliada. Uma delas, exclusiva do Senado, foi boicotada pela oposição. A outra, mista, chegou ao final com a aprovação de um relatório que deixou políticos suspeitos de fora.




G1 

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