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segunda-feira, 23 de março de 2015

Relatório da PF cita empreiteiras da Lava Jato, mas Cássio diz que dinheiro recebido foi legal


Relatório da PF cita empreiteiras da Lava Jato, mas Cássio diz que dinheiro recebido foi legal
Quatro das empresas que doaram dinheiro a campanha do governador Ricardo Coutinho (PSB), e do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), foram citadas no relatório a operação Lava Jato, da Polícia Federal.


Os cálculos incluem doações diretas pelas construtoras e suas divisões, bem como os repasses dos partidos políticos aos candidatos. Na campanha do governador reeleito, Ricardo Coutinho, doou a construtora Queiroz Galvão S.A., no montante de R$ 950 mil. Também foi declarado R$ 1.022,70, repassados pela Noberto Odebrecht S.A. a José Evaldo Costa, que repassou à campanha do socialista.

A campanha do candidato derrotado no segundo turno das eleições, Cássio Cunha Lima, em registro de doações da construtora Queiroz Galvão, no valor de R$ 500 mil, além de doações das construtoras OAS S.A. (R$ 300 mil) e Andrade Gutierrez S/A (R$ 200 mil).

Apesar do PSDB estar entre os três maiores partidos que mais arrecadaram das grandes empresas nas últimas eleições, o partido está isento de ter recebido doações ilícitas, segundo garantiu senador Cássio Cunha Lima. Na última quarta-feira (18), os tucanos apresentaram um projeto de lei que prevê a extinção dos partidos políticos que receberem dinheiro proveniente de corrupção.


Segundo ele, quem está na oposição, por exemplo, não pode ser responsabilizado de forma alguma por desvio, sobrepreço, superfaturamento, por pagamento de propina dentro do próprio governo. O líder da oposição no Senado Federal, disse ainda que não há como confundir uma coisa com a outra.


“Essa tentativa de fazer com que a luz se apague e todos fiquem iguais no escuro é a tática que o governo vem tentando realizar há muito tempo. Nós não vamos nos intimidar com essa postura, tanto é que apresentando o projeto de lei através do líder do PSDB na Câmara Federal, deputado Carlos Sampaio para que partidos que recebam doações fruto de corrupção tenham seus registros cancelados e isso não atingirá o PSDB de forma alguma”, destacou.


Para o senador, é preciso que seja criado um mecanismo de limite de doações. Contudo, acha que a doação privada deve ser mantida porque a sociedade não vai tolerar bancar mais uma despesa proveniente de campanha eleitoral.


“Poderíamos fixar limites para doações unindo pessoa física com pessoa jurídica para não empurrar o processo da disputa eleitoral definitivamente para o caixa 2, que se têm dificuldades enormes de controle ou a prática de truques no qual se permite a doação das pessoas físicas e elas são utilizadas para fazer a lavagem de dinheiro”, explicou


Deflagrada em 17 de março pela PF, a operação Lava Jato desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as autoridades policiais, movimentou cerca de R$ 10 bilhões. A Petrobras está no centro das investigações da operação, que apontou dirigentes da estatal envolvidos no pagamento de propina a políticos e executivos de empresas que firmaram contratos com a petroleira.



Redação

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