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quarta-feira, 18 de março de 2015

Vídeo de agressão choca pai de estudante: “É revoltante”

agressaoescola
O pai da estudante que foi agredida por outra próximo a um colégio estadual em Mirassol (SP), na segunda-feira (16), não se conforma com o episódio. A briga aconeteceu a menos de 100 metros da entrada da escola. “Minha filha chegou da escola e me contou sobre a briga, pensei que era uma briga normal de adolescente, para mim não mudava nada, ainda fiquei bravo com ela”, lembra Ismailton Batista.
Confira o vídeo clicando AQUI
Assim que o vídeo começou a ter repercussão na internet, os pais da estudante tiveram acesso ao material e viram cenas que chocaram o casal. “Quando cheguei do trabalho, vi minha esposa chorando com o celular na mão. Ela me pediu para ver o vídeo, aí liguei a internet e vi tudo. É revoltante”, diz o pai da estudante.
A agressão foi gravada por celulares de outros alunos e ganharam as redes sociais (Veja o vídeo acima). O vídeo começa com uma discussão, mas assim que uma das meninas se vira para ir embora, a outra a puxa com bastante força pelos cabelos. Daí em diante, a jovem é arrastada e jogada na calçada por vários metros. Vários estudantes testemunham as agressões, mas ninguém tenta separar a briga. Quando a agressora solta a menina, ela tenta se levantar e leva socos. Depois de apanhar, a estudante consegue se levantar, ainda é arrastada pelos cabelos, até que uma terceira menina resolve intervir.
O caso foi parar na polícia e os pais da estudante agredida a levaram na delegacia para registrar boletim de ocorrência, e no Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito.
A vítima teve ferimentos na cabeça e nas costas. “Estou com muita dor, não consigo virar minha cabeça, minha coluna dói muito”, diz a estudante. A adolescente de 13 anos não quer mais voltar a estudar na escola. “Estou com muito medo, não sei o que pode acontecer.”
O pai está aflito com a situação. “Ela vai ter que mudar de escola, ou até de cidade. Naquele colégio vai ser difícil pra ela estudar. Estamos conversando para ver o que será resolvido”, afirma Batista.
A vítima contou que houve um desentendimento entre ela e a agressora na semana passada, mas achou que estava tudo resolvido. “Eu fiquei sabendo na sexta-feira (13) que ela falou mal de mim e conversei com ela e pensei que a gente tinha se resolvido, aí no domingo (15) eu fiquei sabendo que ela ainda falava mal de mim e fui conversar com ela. Na segunda-feira (16), fiquei sabendo que contaram para ela que eu queria bater nela, que ia ter briga na saída e ela foi e me esperou na esquina.”
A Diretoria Regional de Ensino informou que suspendeu a aluna agressora por três dias e convocou os pais para relatar o ocorrido e disse também que reforça ações para prevenir esse tipo de violência.
G1

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