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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Correntes do Partido dos Trabalhadores admitem responsabilidade do partido com corrupção


Correntes do Partido dos Trabalhadores admitem responsabilidade do partido com corrupção
 Após PT ser acusado pelos investigadores da Operação Lava Jato de ter recebido propina de empresas fornecedoras da Petrobras, por meio de doações oficiais de campanha, a corrupção aparece como tema em teses de todas as correntes do partido. Os documentos, que serão apresentados no congresso da legenda, admitem responsabilidades da sigla. As informações são do jornal O Globo.


“As denúncias de corrupção — verdadeiras ou não — acabaram por golpear duramente a imagem do partido. Não podemos diluir nossas próprias responsabilidades na geleia geral em que se transformou grande parte do mundo político brasileiro”, afirma a corrente majoritária Partido que Muda o Brasil (PMB), do qual faz parte João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, preso desde o dia 15 de abril.


A corrente Mensagem destacou em sua tese que a “corrupção ou conivência com a corrupção mina a própria identidade socialista do PT”. Já o Partido para Todos reforçou a ideia de que não é válido acusar apenas um grupo do partido quando se trata do assunto corrupção, pois as más condutas administrativas estão presentes em quase todas as correntes petistas.


“Se antes era possível acusar um grupo ou uma corrente interna do PT por protagonizar as principais distorções que experimentamos no último período, hoje práticas que estão em desacordo com nossa ideologia, inclusive desvios éticos, atravessam a maioria das tendências”, diz o documento.


As teses apontam, como resposta à corrupção, que o partido deve proibir o recebimento de doações de empresas. Há divergências se o veto deve ser restrito aos diretórios ou também aos candidatos. Outro ponto comum nas teses petistas é a necessidade de construção de uma frente de esquerda, apoiada por partidos e principalmente movimentos sociais.


Para o cientista político Cláudio Couto, professor da FGV, o reconhecimento de erros é benéfico para o partido. “Finalmente, o partido faz uma autocrítica. Acho que isso começou a aparecer até pela piora das avaliações. Vai ficando cada vez mais complicado fingir que nada está acontecendo e que tudo é fruto de uma conspiração”, comentou ele




Congresso em Foco

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