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quarta-feira, 27 de maio de 2015

SETE CHAVES: João Henrique detona postura da Procuradoria da República na PB; “Foi leviana e precipitada!”


SETE CHAVES: João Henrique detona postura da Procuradoria da República na PB; “Foi leviana e precipitada!”
O vice presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, João Henrique, do DEM que é apontado de ser um dos suspeitos de extrair, ilegalmente, a pedra preciosa turmalina Paraíba, admitiu durante entrevista nesta quarta, 27, que a Policia Federal esteve na sua residência cumprindo um mandado de busca e apreensão levando documentos e até um computador.

João Henrique não gostou das declarações do procurador João Raphael de Lima informou durante entrevista coletiva na sede da PF, que o processo dele não está sob sua apreciação, já que ele tem foro no Tribunal Regional Federal e o mandado de busca no caso dele foi feito pela Procuradoria Regional da República.


"Podemos dizer que os membros da organização na primeira instância exploravam ilegalmente a turmalina porque não tinham autorização para isso. Já o deputado tem autorização desde 2000, mas fazia isso de maneira irregular sem declarar a exploração e recolher os royalties necessários", afirmou.


Henrique não gostou do posicionamento do procurador e fez um desabafo: “Ele foi precipitado, deveria me respeitar. Além de ter aval para as pesquisas, eu pago todos os impostos em dia e ele jamais poderia fazer uma ilação dessa, leviana, inconsequente e que destoa da minha vida pregressa e da empresa que eu sou sócio”, declarou, acrescentando que: "É uma empresa com muito trânsito em Brasília e que quer tomar a área da minha empresa. Já há uma ação judicial ajuizada por mim contra ela. Posso garantir que minha atividade está completamente legalizada e recolhendo todos os tributos. Estamos trabalhando em uma serra com pessoas de pouca instrução e os órgãos federais devem dar graças a Deus por estarmos gerando emprego alí. Tenho um decreto de lavra há 15 anos e agora vem o Departamento Nacional de Produção Mineral modificar e tirar um pedaço da minha área, transferindo para outro grupo", frisou o deputado.


João disse também na entrevista que apóia e contribuirá incondicionalmente com as investigações, porque também é vítima de criminosos que vêm praticando o crime de Lavra Clandestina na região, através de empresas com ramificações em Parelhas, no Rio Grande do Norte, Governador Valadares, em Minas Gerais, Bangkok, Tailândia, Hong Kong, China, Houston e Las Vegas. O deputado acrescenta que vem denunciando esses crimes ao DNPM desde 1998.


SETE CHAVES: O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República em Patos, na Paraíba e a Polícia Federal deflagraram, na madrugada desta quinta-feira, 27 de maio de 2015, a Operação Sete Chaves* com o objetivo de combater e desarticular organização criminosa que agia na extração ilegal e comercialização da turmalina paraíba, uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo.


O MPF obteve oito mandados de prisão, oito medidas de sequestro de bens móveis e imóveis, no valor de R$ 50 milhões, além de 18 mandados de busca e apreensão que estão sendo executados, simultaneamente, por 130 policiais federais de todo o Nordeste nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo.


A organização criminosa é formada por diversos empresários e um deputado estadual que se utilizavam de uma intrincada rede de empresas off shore para suporte das operações milionárias nas negociações com pedras preciosas e lavagem de dinheiro.


Considerada uma das pedras mais caras do mundo, a turmalina paraíba era retirada ilegalmente do distrito de São José da Batalha, no município de Salgadinho, região do Cariri, na Paraíba, e enviada à cidade de Parelhas, no Rio Grande do Norte, onde era “esquentada” com certificados de licença de exploração. De lá, as pedras seguiam para Governador Valadares, em Minas Gerais, onde eram lapidadas e enviadas para comercialização em mercados do exterior, como Bangkok, na Tailândia, Hong Kong, na China, Houston e Las Vegas nos Estados Unidos.


Em razão de suas características particulares, de seu azul incandescente, a gema paraibana exerce fascínio em todo o mundo, sendo utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais (Amsterdan Sauer e H Stern) e internacionais (Dior e Tiffany & Co UK). Estima-se que um quilate (0,2 grama) da pedra custa em média U$ 30 mil e pode chegar a custar até U$ 100 mil, dependendo das características da gema. O mercado clandestino da pedra tem gerado uma movimentação milionária de capital ilícito, no Brasil e no exterior.


A operação contou com a colaboração de fiscais do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM e da Secretaria da Receita Federal.Todos os investigados responderão pelos crimes de usurpação de patrimônio da União, crime ambiental, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de outros que venham a ser descobertos durante a execução das medidas.


Coletiva – Será realizada entrevista coletiva, às 10h, no auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal, na BR-230, Km 7, Rua Annita Luiza Mello di Lascio, Ponta de Campina, Cabedelo (PB).


* O termo Sete Chaves é referência feita aos negociadores no mercado restrito da pedra preciosa turmalina paraíba, que guardavam à “sete chaves” o segredo sobre a exploração ilegal da gema.



PB Agora

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