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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Saúde divulga boletim da dengue e chikungunya e ações desenvolvidas para o Zika Vírus

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) divulgou, nesta quinta-feira (2), o Boletim Epidemiológico da dengue e chikungunya, referente ao período de 1º de janeiro a 23 de junho. Nesse período, foram notificados 17.106 casos suspeitos de dengue na Paraíba, sendo confirmados 6.082 casos, com 2.422 casos descartados. Dentre os casos confirmados até esta 25ª semana epidemiológica de início de sintomas, 64 deles foram classificados como dengue com sinais de alarme, sendo 11 casos de dengue grave. Os demais seguem em processo de investigação.
Atualmente, 101 municípios da Paraíba (45,29%) estão classificados em epidemia de dengue, ou seja, coeficiente de incidência (número de casos/100 mil habitantes) acima de 300%. São eles: Água Branca, Alagoa Grande, Alagoinha, Alcantil, Alhandra, Aparecida, Arara, Areia de Baraúnas, Areial, Aroeiras, Bananeiras, Baraúnas, Barra Santana, Bayeux, Belém, Boa Vista, Bom Jesus, Borborema, Brejo dos Santos, Cabaceiras, Cabedelo, Cachoeira dos Índios, Cacimbas, Caiçara, Cajazeiras, Camalaú, Capim, Catolé do Rocha, Caturité, Conde, Coxixola, Cuitegi, Diamante, Dona Inês, Esperança, Fagundes, Frei Martinho, Guarabira, Gurjão, Ingá, Itaporanga, João Pessoa, Juarez Távora, Juazeirinho, Junco do Seridó, Juripiranga, Juru, Lagoa, Logradouro, Mãe D’água, Manaíra, Marizópolis, Matinhas, Maturéia, Mogeiro, Monte Horebe, Monteiro, Nazarezinho, Nova Olinda, Nova Palmeira, Ouro Velho, Parari, Pedra Lavrada, Pedro Regis, Piancó, Picuí, Pilar, Pilõezinhos, Pirpirituba, Pitimbu, Prata, Princesa Isabel, Puxinanã, Remigio, Riachão, Riachão de Santo Antônio, Riacho dos Cavalos, Salgado de São Félix, Santa Helena, Santa Luzia, Santa Rita, Santo André, São Domingos, São João do Rio o Peixe, São José dos Espinharas, São José de Princesa, São José do Sabugi, São José dos Ramos, São Mamede, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra da Raiz, Serra Grande, Sertãozinho, Sousa, Tavares, Teixeira, Uiraúna, Umbuzeiro, Várzea e Zabelê.
Considerando a incidência da Dengue no Estado nos anos de 2013, 2014 e 2015, que foram respectivamente, 219,35%, 94,17%  e  372,32%, destaca-se a sinalização de epidemia para o ano em curso. “Essa situação pode ter aumentado tendo em vista a recomendação da notificação dos casos de Síndrome Exantemática de Etiologia Desconhecida, nos meses de maio e junho – indivíduo residente no Estado da Paraíba que apresente exantema (manchas avermelhadas), acompanhado ou não de febre baixa (até 37,7ºC) e outros sinais e sintomas, que não atendam a definição de caso suspeito de sarampo, rubéola, dengue e chikungunya”, afirmou a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES-PB, Renata Nóbrega.
Ela reforçou a importância do monitoramento constante em todo Estado para o agravo de casos, tendo em vista o aumento das notificações entre os anos de 2014 e 2015, no período de 1º de janeiro a 23 de junho, tendo em vista que no ano passado foram notificados 5.134 casos. “Quando comparamos os dados à realidade do Brasil, destacamos que a Paraíba está com números abaixo da incidência nacional”, observou.
Renata Nóbrega disse, ainda, que, com a confirmação de nova doença circulante no Brasil e na Paraíba, Zika Vírus, a SES-PB discutirá com as Secretarias Municipais de Saúde o encerramento dos 1.274 casos que foram notificados como exantema de etiologia a esclarecer em maio e junho.
Óbitos – De acordo com o boletim, dois óbitos por dengue foram confirmados, um no município de Alhandra e outro em Guarabira. Quatro mortes seguem em processo de investigação – uma em Alhandra, outra em São João do Rio do Peixe, uma em Guarabira e uma em Sousa. “Ao comparar com o período do ano de 2014, quando foram registrados cinco óbitos por dengue, a SES-PB recomenda às Secretarias Municipais de Saúde o alerta de manter a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que os óbitos sejam evitados”, disse Renata Nóbrega.
Os óbitos que se encontram em investigação estão aguardando o resultado do laboratório do Instituto Evandro Chagas – IEC, no Pará, e seguem acompanhados pela área técnica e municípios, conforme preconizado pelo protocolo do Ministério da Saúde.
Febre de Chinkungunya – Na Paraíba, até a 25ª Semana Epidemiológica, foram notificados sete casos suspeitos de febre nos municípios de Pombal (1), Alhandra (1), Campina Grande (1), Umbuzeiro (2), Coremas (1), João Pessoa (3), Rio Tinto (01), sendo cinco descartados e dois em investigação, aguardando resultado. “A SES-PB informa que todo caso suspeito de Chikungunya é de notificação compulsória imediata e deve ser informado em até 24 horas às esferas municipal, estadual e federal, por meio dos telefones: 0800.281.0023/ 3218-7331/ 8828.2522”, disse Renata Nóbrega.
No Brasil em 2015, até a Semana Epidemiológica 15, foram notificados 3.135 casos autóctones suspeitos de febre de chikungunya. Destes, 1.688 foram confirmados, 1.407 continuam em investigação. Nos Estados Amapá (Oiapoque, Macapá, Ferreira Gomes), Bahia (Feira de Santana, Riachão do Jacuípe, Baixa Grande, Ribeira do Pombal). Em 2014 (SE 37 a 53) e 2015 (SE 1 a 15), foram ainda registrados 100 casos importados confirmados por laboratório, identificados nas seguintes Unidades da Federação: Amazonas, Amapá, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo.(BRASIL, Ministério da Saúde; BE Nº 14/2015 Volume 46).
Ações para controle do mosquito – Para o controle vetorial, a Gerência de Vigilância Ambiental da SES-PB ressalta que todos os municípios deverão realizar anualmente quatro ciclos de Levantamento de Infestação Predial (LIRAa e LIA), com periodicidade trimestral (janeiro, março, julho e outubro). Para tanto, faz-se necessário que todos os 223 municípios paraibanos realizem, na primeira quinzena de julho de 2015, o terceiro LIRAa ou LIA (este último para municípios abaixo de 2.000 imóveis), com o intuito de avaliação do Índice de Infestação Predial do Mosquito. Os resultados do LIRAa e LIA são de fundamental importância para o planejamento das ações de combate à Dengue, Febre de Chikungunya e Zika Vírus.
Através do LIRAa e LIA existe um indicador entomológico que fornece informações para o direcionamento das atividades de controle do vetor da dengue, que se constitui nos recipientes existentes, isto é, aqueles com condições de acumular água. “Tendo em vista o início do período chuvoso, chega a preocupação com a questão da proliferação dos mosquitos. Os locais com possibilidade de armazenamento de água devem ser devidamente tampados”, alertou Renata Nóbrega.
O indicador é obtido por meio desse levantamento, pelo qual são obtidas informações sobre os recipientes pesquisados e aqueles com larvas de Aedes aegypti. Os recipientes mais frequentemente encontrados são vasos e pratos de plantas, inservíveis como latas, potes e frascos, garrafas e aqueles não removíveis como piscinas, bebedouros de animais, lonas e outros de utilidade para o morador. Pneus e caixas d’água apresentaram maiores percentuais de positividade para o mosquito em relação aos outros tipos.
Carro fumacê – Trata-se de uma intervenção que preferencialmente deve ser restrita a áreas vulneráveis, evitando, assim, o uso excessivo de inseticidas em áreas não indicadas, enfatizando, portanto, o uso oportuno desse insumo crítico nas ações de controle de dengue.
Neste ano, 15 municípios receberam intervenção do carro fumacê e, no momento, ele está atuando em 10 municípios. Foram usados, aproximadamente, 280 litros do adulticida Lambdacialotrina CE 5% e 3.220 litros de óleo Vegetal, utilizado como solvente.
O corpo técnico da Gerência Operacional de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde e Gerências Regionais de Saúde realiza visitas técnicas aos municípios em risco utilizando estratégias que possibilitem a operacionalização de ações intersetoriais, empregando-se de meios e instrumentos que possam minimizar os obstáculos encontrados no combate ao Aedes e potencializar as variáveis favoráveis, como o apoio da própria gestão municipal, através da Educação, Comunicação, Infraestrutra, etc.
“O Controle vetorial deve ser atividade rotineira nesses municípios, sendo necessária articulação intersetorial entre o órgão de saúde e outros da esfera municipal, para realizar melhorias imediatas relacionadas ao saneamento básico, principalmente de coleta de lixo e de fornecimento regular de água tratada, evitando que se formem criadouros. Providências pela destinação de resíduos sólidos especiais, como os pneus e gestão de Ecopontos”, alertou Renata Nóbrega.
Alerta para Zika Vírus – A Secretaria de Estado da Saúde realiza desde o mês de fevereiro o acompanhamento da situação epidemiológica do aumento de pessoas que procuram os serviços de saúde com sinais e sintomas diferentes das formas de dengue e outras doenças de notificação compulsória padronizadas pelo Ministério da Saúde. Dessa forma, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa e Ministério da Saúde foi realizado investigação desses “exantemas a esclarecer”.
Após envio de 20 amostras enviadas para análise no Instituto Evandro Chagas-Pará, o Lacen-PB recebeu em 30 de junho de 2015 alguns dos resultados. Dos 15 resultados recebidos, 11 foram confirmados para o Zika vírus no município de João Pessoa, o que reafirma a circulação da doença no Estado da Paraíba. Sobre a descrição dos casos confirmados destaca-se que 45,5% foram do sexo masculino e 54,5% feminino; e com seguinte histórico de sintomas: 100% sem febre, 100% com dores nas articulações, 90,9% com coceira (10 casos), 90,9% dores musculares (10 casos), 81,8% (9 casos) fraqueza, 63,6% edema nas articulações (7 casos), 63,6% dor de cabeça (7 casos), 54,5% (6 casos) dor “atrás dos olhos”, 36,4% (4 casos) diarreia, 27,3 % (3 casos) dor de garganta, 27,3 % (3 casos) linfadenopatia, 27,3% (3 casos) náusea, 18,2% (2 casos) tosse, 9,1% (1 caso) vômitos, 9,1% (1 caso) coriza e 9,1% (1 caso) vermelhidão nos olhos.
 A febre por vírus Zika é descrita como uma doença febril aguda, autolimitada, com duração de 3-7 dias, geralmente sem complicações graves e não há registro de mortes. A taxa de hospitalização é potencialmente baixa. Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas, porém quando presentes a doença se caracteriza pelo surgimento de erupções avermelhadas na pele (exantema maculopapular pruriginoso), febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, dores nas articulações, dor muscular e dor de cabeça e menos frequentemente, edema, dor de garganta, tosse, vômitos e hematospermia (presença de sangue no esperma ejaculado).
De acordo com o Ministério da Saúde, nesse momento devem ser notificados somente os casos confirmados para febre do Vírus Zika no Sinan.
Secom-PB 

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