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segunda-feira, 18 de abril de 2016

No Senado: paraibano contabiliza 45 votos que garantem admissibilidade do impeachment de Dilma com folga


No Senado: paraibano contabiliza 45 votos que garantem admissibilidade do impeachment de Dilma com folga
Líder do PSDB no Senado Federal, o senador Cássio Cunha Lima garantiu, nesta segunda-feira (18), que a bancada da oposição já tem o quórum mínimo necessário para aprovar o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, são necessários 41 votos, o que equivale à maioria simples, mas a oposição já conta com pelo menos 45 senadores que já se manifestaram favoráveis ao afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República.

O processo desembarca hoje no Senado e amanhã já deve ser lido.

“A comunicação deve estar chegando nesta segunda-feira ao Senado. Será lido amanhã em plenário, e como estabelece o regimento da Casa deverá ser composta uma comissão com 21 senadores para analisar a admissibilidade do processo no âmbito do Senado. Para isso é necessário maioria simples, 41 votos, e eu posso assegurar que nós já temos no mínimo 45 senadores decididos a votar pela admissibilidade”, disse.

Depois da admissibilidade, Dilma é afastada, fato que deverá ocorrer, conforme Cássio, na primeira semana de maio.

“O Congresso Nacional, com todos os seus defeitos, nunca faltou ao povo brasileiro, ou quase nunca faltou. Ontem a Câmara decidiu em consonância com o sentimento da maioria esmagadora do povo, que sempre manifestou apoio ao processo de impeachment. Esse processo chegará agora ao Senado. “Ela afastada e assume Michel Temer temporariamente, que passará a ser o presidente em exercício. Daí o Senado terá 180 dias para a realização do julgamento do mérito e ao final desse prazo, se o processo não tiver sido concluído, ela reassume. Mas dada a gravidade da crise, o Senado encerra dentro do prazo”, ressaltou.

AFASTAMENTO DEFINITIVO SEM QUÓRUM

Para o afastamento definitivo da presidente, no entanto, ainda não há nada decidido. De acordo com Cássio Cunha Lima, são necessários 2/3 dos votos, o que equivale a 54 votos.

“Para o afastamento definitivo o quórum é 2/3, 54 senadores, e nessa manifestação temos aproximadamente 50. Mas isso é um processo que vai construindo maioria no transcorrer dele. A crise é grave, o país não pode esperar. O Senado haverá de tomar uma decisão rápida”, arrematou.


PB Agora 

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