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PITIMBU NOTÍCIA

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Polícia identifica envolvidos em linchamento a suspeito de ferir ex-companheira com chave de fenda em Pitimbu; homem morreu


Polícia identifica envolvidos em linchamento a suspeito de ferir ex-companheira com chave de fenda em Pitimbu; homem morreu
Investigadores da Polícia Civil já começaram a identificar suspeitos de participarem de linchamento no município do Pitimbu, no Litoral Sul, no dia 27 de janeiro. Um homem, que teria tentado contra a vida de sua ex-esposa a ferindo com uma chave de fenda, foi cercado por poulares e linchado até a morte.
Na ocasião, a técnica de enfermagem, de 30 anos, participava de uma festa em via pública quando teve a ferramenta cravada em suas costas e logo após o crime, o homem, identificado como Adenilson Ferreira de Sousa, foi cercado por testemunhas e linchado.
Durante a agressão ao suspeito, vários vídeos foram feitos e compartilhado nas redes sociais. Com base no trabalho dos investigadores, alguns dos envolvidos já foram identificados e deverão responder pelo crime de homicídio.
ENTENDA
De acordo com a vítima, o casal estava separado há 10 dias. Após ela ter ido à delegacia para solicitar uma medida protetiva e que o ex-marido se afastasse, o casal entrou em acordo onde ficou decidido que Adenilson deixaria a casa. A polícia acredita que, insatisfeito com o fim de relacionamento, ele teria tentado matar a ex-mulher.
Ferida, a mulher foi socorrida ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e liberada cerca de 24 horas depois do crime.

PB Agora

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Lula é condenado a 12 anos de prisão em ação da Lava Jato sobre sítio de Atibaia

Lula é condenado a 12 anos de prisão em ação da Lava Jato sobre sítio de Atibaia
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado, nesta quarta-feira (6), a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro no processo da Lava Jato que apura se ele recebeu propina por meio da reforma de um sítio em Atibaia (SP).
A sentença da juíza substituta Gabriela Hardt, da primeira instância, é a segunda que condena Lula na Operação Lava Jato no Paraná. Cabe recurso. Outras 12 pessoas foram denunciadas no processo.
O ex-presidente está preso desde abril de 2018 em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e 1 mês determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), na primeira condenação dele na segunda instância pela Lava Jato. Ele foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá (SP).
A juíza Gabriela Hardt – que substituiu o ex-juiz Sérgio Moro – declarou na nova sentença ter ficado comprovado que:
- A OAS foi a responsável pelas reformas na cozinha do sítio de Atibaia no ano de 2014;
- As obras foram feitas a pedido de Lula e em benefício de sua família, sendo que ex-presidente acompanhou o arquiteto responsável, Paulo Gordilho, ao menos na sua primeira visita ao sítio, bem como o recebeu em São Bernardo do Campo para que este lhe explicasse o projeto;
- Foram executadas diversas benfeitorias no sítio, mas consta da denúncia somente o valor pago à empresa Kitchens, no valor de R$ 170 mil;
- Toda a execução da obra foi realizada de forma a não ser identificado quem executou o trabalho e quem foi o beneficiário;
- Todos os pagamentos efetuados pela OAS à Kitchens foram feitos em espécie, no intuito de não deixar rastros de quem era o pagador;
- Não houve ressarcimento à OAS dos valores desembolsados pela empresa em benefício de Lula e de sua família.
Gabriela Hardt afirmou que:
"É fato que a família do ex-presidente Lula era frequentadora assídua no imóvel, bem como que usufruiu dele como se dona fosse. Inclusive, em 2014, Fernando Bittar alegou que sua família já não o frequentava com assiduidade, sendo este usado mais pela família de Lula";
- Lula tinha pleno conhecimento de que a OAS era uma das participantes do "grande esquema ilícito que culminou no direcionamento, superfaturamento e pagamento de propinas em grandes obras licitadas em seu governo, em especial na Petrobras. Contribuiu diretamente para a manutenção do esquema criminoso";
- O ex-presidente também tinha uma relação próxima com o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho, e "tinha ciência do 'caixa geral' de propinas mantido entre a empresa e o Partido dos Trabalhadores";
- Consequentemente, Lula tinha plena ciência da origem ilícita dos recursos utilizados pela OAS na reforma da cozinha do sítio. "Portanto, reputo comprovada sua autoria pela contribuição na ocultação e dissimulação de que era o real beneficiário dos valores ilícitos empregados pela OAS na reforma do sítio de Atibaia";
- "Foram ouvidas mais de uma centena de testemunhas, anexados dezenas de depoimentos produzidos em feitos correlatos como prova emprestada, deferida realização de prova pericial, anexados diversos documentos, sendo nítido que a produção probatória é farta".
A juíza determinou ainda o confisco do sítio de Atibaia. Ela afirmou que, apesar de o processo não discutir a propriedade do imóvel – mas, sim, as reformas que foram feitas nele –, os valores do terreno e das benfeitorias são equivalentes. Assim, não haveria como decretar a perda das benfeitorias sem afetar o imóvel.
De acordo com Gabriela Hardt, após a venda do sítio, a diferença entre o valor das benfeitorias e o valor pago pelo imóvel deve ser revertida aos proprietários – Fernando Bittar e a esposa. A alienação só deve ocorrer, porém, após o trânsito em julgado do processo.
Gabriela Hardt decretou a interdição de Lula para o exercício de cargo ou função pública pelo período equivalente ao dobro da pena estabelecida. A medida atinge ainda os outros condenados por lavagem de dinheiro – Léo Pinheiro, José Carlos Bumlai, Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar, Carlos Paschoal, Emyr Dinis, Roberto Teixeira, Fernando Bittar e Paulo Gordilho.
O G1 entrou em contato com a defesa de Lula, que informou ainda não ter um posicionamento sobre a condenação.
No início de janeiro, ao apresentar as alegações finais no processo, a defesa pediu absolvição por "insuficiência de provas" e "atipicidade das condutas".
No documento, com 1,6 mil páginas, os advogados defenderam, dentre outras pontos, que Lula "não é e jamais foi" proprietário do sítio e que não havia como provar que ele soubesse das reformas. Também alegou que o ex-juiz Sérgio Moro não tinha "a necessária imparcialidade" para julgar o caso e, portanto, o processo deveria ser remetido a outra Vara de Justiça.

G1

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Golpistas pedem dinheiro a contatos de WhatsApp na Paraíba e delegado faz alerta sobre golpes

Golpistas pedem dinheiro a contatos de WhatsApp na Paraíba e delegado faz alerta sobre golpes
Uma jornalista paraibana foi mais uma vítima de um golpe pelas redes sociais. A assessora de comunicação da Prefeitura de João Pessoa, Aluska Lacerda, descobriu na manhã de anteontem que teve sua foto e nome usados para pedir dinheiro e aplicar golpes nos seus contatos. Foram mais de 20 pessoas que receberam as mensagens e que imediatamente a avisaram. O delegado Marcos Vasconcelos, de Defraudações e Falsificações de João Pessoa, disse que já está tomando as providências em relação ao golpe sofrido pela jornalista Aluska Lacerda de Sá.
Através de um número com o prefixo de São Paulo, o autor da ação instalou o WhatsApp e abriu uma conta no aplicativo utilizando os dados de Aluska. Assim, começou a mandar mensagens no privado de pessoas da imprensa dizendo que um grupo de jornalistas seria desativado. Em seguida, disse que ela estava no banco naquele momento, a senha do cartão estava bloqueada e que estava precisando de um depósito em dinheiro que seria devolvido mais tarde quando ela voltasse para casa.

Muitas pessoas do mesmo grupo receberam as mesmas informações, mas nenhuma acreditou no pedido e imediatamente avisaram Aluska. Como não houve depósitos nem transferências, o golpe não teve vítimas e o crime não foi efetivado. "Abriram uma conta com a minha foto, mas com outro número e por volta das dez da manhã recebi mensagens de muitas pessoas dizendo que tinham recebido pedidos de dinheiro e que quando eu voltasse pra casa eu iria devolver. No telefone não parava de chegar mensagens com prints para saber se aquilo era verdade", explicou.

O telefone não foi clonado, pois um outro chip foi utilizado para que as mensagens fossem enviadas por um outro número que não é o verdadeiro da assessora. Ela contou que já tomou as providências cabíveis como denunciar entre os grupos e contatos do WhatsApp, fazer um Boletim de Ocorrência e entrar com uma ação cível com um advogado.

Aluska disse que foi vítima da ação de um estelionatário e que o juiz ainda poderá determinar a quebra de sigilo do telefone para rastrear os dados. Além disso, caso alguma pessoa acreditasse e transferisse o dinheiro, ela poderia procurar a delegacia para denunciar o golpe. Aluska suspeita que este é mais um caso de uma ação considerada comum entre algumas pessoas que trabalham com comunicação: utilizar da credibilidade e da profissão para roubar os dados e enganar as vítimas.

Alerta - O delegado Marcos Vasconcelos, disse que já está tomando as providências em relação ao golpe sofrido pela jornalista Aluska Lacerda de Sá. Pelo menos 15 registros desse golpe já foram feitos na DDF e o delegado disse que está juntando todos os boletins de ocorrências para se aprofundar nas investigações.

Segundo Marcos, as contas utilizadas pelos golpistas não são da Paraíba; na maioria, são de Goiás e Mato Grosso. "Estamos juntando todas as informações para abastecer a polícia daqueles estados. Se os depósitos fossem feitos aqui em João Pessoa facilitaria nosso trabalho, mas até agora ninguém apareceu, as contas são todas de fora. Estamos empenhados para solucionar essa questão".


Redação
PB Agora